domingo, 19 de abril de 2009

Somos mais populares que Jesus Cristo

De volta a Inglaterra, um país eufórico pela conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1966, os Beatles voltavam a receber as boas novas como os três troféus Ivor Novello (premiação máxima da musica inglesa) para "We Can Work It Out" e "Help!" como o primeiro e o segundo compacto mais vendido na Inglaterra em 1965, e por "Yesterday" a canção mais executada do ano. As canções de Lennon e McCartney, em 1966, continuavam a receber interpretações de diversos artistas como Connie Francis, Johnny Mathis, Bob Goldsboro, Cliff Richard, David McCallum, as duplas Jan and Dean e Peter and Gordon entre outros. Mas da América as noticias eram preocupantes. A revista "Datebook" divulgou a entrevista que John Lennon concedeu a Maureen Cleave, destacando, fora do contexto a frase "Somos mais populares que Jesus". A matéria provocou uma imediata reação de fundamentalistas cristãos. Um radialista, na cidade de Birmingham, (que fazia parte de uma região conhecida como o cinturão da Bíblia) no estado do Alabama, organizou um boicote a execução das músicas do Beatles, e um ato onde os discos do grupo foram queimados em uma grande fogueira. Logo trinta estações de rádio americanas se recusaram a tocar musicas dos Beatles. Na África do Sul (10), onde os Beatles haviam recentemente recusado uma oferta para um concerto, baniu as músicas do grupo de suas estações de rádio por cinco anos. Mesmo na Europa, onde as conseqüências foram bem menores, os Beatles foram criticados pelo governo fascista do General Francisco Franco, na Espanha e o Papa Paulo VI, declarou via o jornal do Vaticano "L'osservatore Romano": "Alguns assuntos não devem ser tratados de forma profana, mesmo no mundo dos beatniks"

Brain Epstein, apesar de estar saindo de uma febre muito alta, embarcou para os Estados Unidos, a fim de tentar contornar os problemas criados pela declaração de John. O grupo estava recebendo ameaças de morte, a Klu Klux Klam condenou os Beatles por blasfêmia e ameaçou fazer atos terroristas nos concertos da banda, em sua excursão americana que começaria no dia doze de agosto. Mal Evans, o roadie dos Beatles, achou que não iria sobreviver naquela turnê.

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